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sábado, 20 de maio de 2017

Muito Além... Da Inteligência Artificial e o Que É Estar Vivo? [Filme - Ex Machina]

Depois de um hiato de quase um ano sem escrever nada, aqui vai um pequeno relato sobre minhas impressões do filme Ex Machina ( Disponível no catalogo da Netflix). E repito a pergunta do titulo da postagem, O que significa estar vivo?

Primeiramente, vamos falar um pouco sobre o filme

Ex Machina (estilizado como EX_MACHINA) é um filme britânico de 2015 de ficção científica e suspense sobre um androide com inteligência artificial. Foi escrito e dirigido pelo autor e roteirista Alex Garland, tendo sido a sua estreia como diretor. O filme foi protagonizado por Domhnall Gleeson, Alicia Vikander e Oscar Isaac. O filme venceu o Oscar 2016 na categoria efeitos visuais.

Ex Machina

Título original: Ex Machina
Distribuidor: UNIVERSAL PICTURES
Ano de produção: 2015
Nacionalidade: Reino Unido
Data de lançamento: 6 de agosto de 2015 para DVD (1h 48min)
Direção: Alex Garland
Elenco: Domhnall Gleeson, Alicia Vikander, Oscar Isaac mais
Gênero: Ficção científica

Sinopse 
Não recomendado para menores de 14 anos

Caleb (Domhnall Gleeson), um jovem programador de computadores, ganha um concurso na empresa onde trabalha para passar uma semana na casa de Nathan Bateman (Oscar Isaac), o brilhante e recluso presidente da companhia. Após sua chegada, Caleb percebe que foi o escolhido para participar de um teste com a última criação de Nathan: Ava (Alicia Vikander), uma robô com inteligência artificial. Mas essa criatura se apresenta sofisticada e sedutora de uma forma que ninguém poderia prever, complicando a situação ao ponto que Caleb não sabe mais em quem confiar.

Trailer Legendado

E ai, como foi assistir Ex Machina?

Primeiramente, diferente de algumas opiniões que li sobre o filme, penso que a abordagem de Ex Machina sobre IA é muito similar a de outros filmes. O que eu quero dizer com isso? O elemento chave da trama pra mim é criar a pulga atrás da orelha com relação ao que aconteceria se as maquinas começassem a criar consciência.

Sem dar muito spoiler, porque quero que vocês sintam a surpresa que senti, o filme explora vários aspectos de características sociais que nós consideramos naturais do ser humano. E com isso, entra a seguinte discussão: a partir de que ponto algo deixa de simplesmente existir e começa a ter vida? Seria sua consciência de existência ou sua necessidade de se manter vivo, acima de tudo?

Para finalizar, fica aqui esta dica para uma boa sessão de pipoca com amigos, ou com o Mozão, com aquele gostinho de precisamos falar sobre evolução e se faremos parte dela no futuro, depois de acabar de assistir.

Se gostou, comenta, compartilha e da uma força ai pessoal
Até a próxima

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Muito Além... Do Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley

Em um Estado Mundial baseado nos princípios das linhas de montagem de Henry Ford - produção em massa, homogeneidade, previsibilidade e do consumo de bens descartáveis - conhecemos as peculiaridades de Admirável Mundo Novo, obra do autor britânico Aldous Huxley. Venha conhecer um pouco desse universo, suas inspirações e adaptações, aqui, no Muito Além das Aspas.




Admirável Mundo Novo é um livro escrito em 1931 por Aldous Huxley e publicado em 1932. A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais aparentes chamada "soma". As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.


Titulo: Admirável Mundo Novo (Brave New World titulo original).
Edição: 22º - 2014.
Editora: Globo.
ISBN-13: 9788525056009.
Sinopse: Admirável Mundo Novo - Uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual a mera menção das antiquadas palavras “pai” e “mãe” produzem repugnância. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e adestradas para cumprir seu papel numa sociedade de castas biologicamente definidas já no nascimento. Um mundo no qual a literatura, a música e o cinema só têm a função de solidificar o espírito de conformismo. Um universo que louva o avanço da técnica, a linha de montagem, a produção em série, a uniformidade, e que idolatra Henry Ford. Essa é a visão desenvolvida no clarividente romance distópico de Aldous Huxley, que ao lado de 1984, de George Orwell, constituem os exemplos mais marcantes, na esfera literária, da tematização de estados autoritários. Se o livro de Orwell criticava acidamente os governos totalitários de esquerda e de direita, o terror do stalinismo e a barbárie do nazifascismo, em Huxley o objeto é a sociedade capitalista, industrial e tecnológica, em que a racionalidade se tornou a nova religião, em que a ciência é o novo ídolo, um mundo no qual a experiência do sujeito não parece mais fazer nenhum sentido, e no qual a obra de Shakespeare adquire tons revolucionários. Entretanto, o moderno clássico de Huxley não é um mero exercício de futurismo ou de ficção científica. Trata-se, o que é mais grave, de um olhar agudo acerca das potencialidades autoritárias do próprio mundo em que vivemos. Como um alerta de que, ao não se preservarem os valores da civilização humanista, o que nos aguarda não é o róseo paraíso iluminista da liberdade, mas os grilhões de um admirável mundo novo.

E para mim, como foi ler Admirável Mundo Novo?


Li este livro graças a uma proposta de leitura em grupo (Que acabou não dando muito certo, pois a maioria não conseguiu reservar tempo para encaixa-lo entre as suas obrigações do dia a dia, faculdade, outros livros, etc.) com a finalidade de conhecer um pouco mais desse universo literário: a ficção científica.

Com um começo um pouco lento, a leitura se torna fluida após a apresentação dos personagens principais.

Admirável Mundo Novo é uma apresentação de como mundo está em 632 DF (depois de Ford, mais ou menos 2540 d.C.) onde os seres humanos são gerados através de processos controlados. Neste tempo, o conceito de família é algo meramente histórico, onde pai, mãe e casamento são coisas ultrapassadas e constituem crime. A sociedade é dividida em castas, onde os alfa são preparados para cargos de liderança enquanto os Ípsilons são a base da pirâmide, ou seja, a "peãozada". A religião é extinta e a cultura, preparada para os propósitos da manutenção da sociedade neste formato.

Não vou dar um resumo do enredo, pois não acho justo eu dar tudo de bandeja para vocês kkkkk. Porém, com este post, quero dar destaque aos pontos que mais me marcaram.

Esse formato de sociedade me chocou, pois não existe um livre arbítrio para essas pessoas. Os indivíduos são, na prática e literalmente, moldados para que se encaixem na sociedade, onde desde a formação do zigoto é traçado o seu destino. Fica explícito o interesse industrial neste formato de utopia, pois sendo condicionado a tal posição, não existe um desejo do indivíduo de não o realizar ou de querer crescer, ele foi condicionado de uma forma que essas atitudes o tornariam infeliz e mal visto pelos seus companheiros. Isso para mim foi assustador.

Após a apresentação do Centro de Incubação e Condicionamento de Londres, conhecemos Bernard, um alfa que possui uma característica singular, tem um desejo de solidão, algo considerado anormal. Movido pela curiosidade, ele pede uma autorização para conhecer a Reserva, um dos poucos lugares no mundo onde ainda era praticado os hábitos antigos da humanidade (família, casamento, religião, superstições).

A partir daí, conhecemos John, selvagem vindo das reservas de Malpaís. John ficava encantado com os relatos de Linda, sua mãe, sobre os costumes da civilização moderna, de onde ela veio. 

Linda é uma beta menos que se vê presa na reserva após se perder de seu grupo de excursão, sendo obrigada a permanecer na reserva. Mas isso não era o pior para ela, pois ela estava grávida, algo obsceno para os padrões atuais. Sem ter como sair dessa situação, Linda entra em depressão por não ter sido resgatada e, por conta de seus hábitos promíscuos, tidos por ela natural, não ser aceita pelos habitantes da reserva.

Seduzido pelos relatos de Bernard sobre Londres e seus costumes, John decide dar a felicidade a sua mãe de voltar para sua terra de origem e, ao mesmo tempo, saciar sua curiosidade sobre os costumes e as beleza da sociedade civilizada.

O choque entre os costumes do Selvagem com a cultura da civilização moderna é o que mais me agradou. A personalidade de John perante as diferenças de hábitos e vice versa é a cereja do bolo em Admirável Mundo Novo.

Sem mais, antes que eu acabe me empolgando e soltando algum spoiler, Admirável Mundo Novo é uma ótima pedida para quem curte visões futurísticas e sociedades utópicas e suas particularidades.

Minha conclusão sobre o livro me fez pensar: a que preço está a sociedade ideal? A liberdade de expressão, os sentimentos e as experiências que temos que passar para amadurecer como indivíduos são menos importantes que a felicidade conjunta? Mas o que é ser feliz? Acredito que um livro bom, eu o julgo como ótimo, é aquele que nos coloca contra a parede, buscando a nossa verdade, criando e renovando conceitos.

Notícias e Curiosidades!

 

Steven Spielberg adaptará o clássico literário Admirável Mundo Novo
fonte: adoro cinema


Steven Spielberg vai adaptar um dos maiores clássicos literários do século XX para o SyFy. Segundo o The Hollywood Reporter, o cineasta se reunirá com a equipe de produção de Taken para levar à TV o aclamado livro de Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo – obra ranqueada como a quinta maior do século passado. Brave New World terá a premissa básica do livro.

Contente em adaptar um material tão influente e instigante, extremamente reflexivo, o presidente do SyFy, Dave Howe, falou: "Sua visão provocativa de um futuro tortuoso se mantém poderosa e atemporal como nunca. Prometendo ser um evento televisivo monumental, Brave New World se encaixa cirurgicamente na programação inovadora que tem se tornado marca registrada do Syfy."

De fato, Brave New World junta-se a uma longa lista de séries veteranas de sucesso e estreias promissoras da emissora vinculada à NBC/Universal. Que corresponda às expectativas e faça jus ao alto padrão de sua obra original.

publicado em 05/05/2015 

Na Música
 
Iron Maiden - Brave New World(2000) 
Fonte: Wikipédia

A música "Brave New World", faixa 03 do álbum de mesmo nome, é baseada neste livro.

Mas vou logo avisando, se você irá ler futuramente, ouça a música/veja a tradução depois...

Link para Musica com a Tradução



Pitty - Admirável Chip Novo(2003)
fonte: fan page Invasão Pitty e Wikipédia

Faixa dois do Álbum de mesmo nome, Pitty nos leva a reflexão: somos quem realmente pensamos ser? Ou somos fruto do que querem que sejamos?


A música expressa tal situação em primeira pessoa, soando como uma canção de protesto. Mostra que numa existência onde luta-se para adquirir algum sentido, o que entra em pane justamente o que é imposto por "eles". Também mostra que o jovem tem o sentimento de estar fora de si e de ser comandado por forças externas, conforme seu desejo ou controle. Esse sistema programa corações e mentes, cujo funcionamento "não é vivo e nem orgânico".



O videoclipe da canção mostra Pitty e sua banda, no começo, atuando como robôs. Quando começa o refrão, eles já se movimentam normalmente. Essa música ficou no Top 10 de várias rádios brasileiras.



Zé Ramalho - Admirável Gado Novo
Fonte: Wikipédia

"Admirável Gado Novo" faz parte de seu segundo álbum solo Zé Ramalho. A canção cita algumas ideias contidas nos livros Admirável Mundo Novo,  e 1984, de George Orwell. Em 1996, a música fez parte da trilha sonora da novela O Rei do Gado, como tema do núcleo dos Sem-Terra.

Em 1997, esta música foi regravada pela cantora Cássia Eller, e está presente no álbum Música Urbana.



 E é isso ai! Se você gostou, não deixe de curtir e comaprtilhar com seus amigos!!! Comentem a vontade também, até a próxima pessoal!

Fontes: https://www.skoob.com.br/admiravel-mundo-novo-996ed422871.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Admir%C3%A1vel_Mundo_Novo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Brave_New_World_%28%C3%A1lbum_de_Iron_Maiden%29
http://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-113139/
Fontes das Imagens: fruto de pesquisas no Google. Todos os direitos reservados aos seus autores.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Muito Além... da Ficção Científica - Minority Report, Lucifer e Frankenstein dão Sinal Verde para a Fox

Minority Report, Lucifer e Frankenstein dão sinal verde para a Fox
Tradução Luís Fernando

A FOX adicionou mais três gêneros de series para seu calendario 2015/16, entre eles estão: a série de TV Minority Report, a adaptação dos HQ's Lúcifere The Frankenstein Code, baseado no clássico romance de horror de Mary Shelley.



Minority Report será uma sequência do filme de Tom Cruise. Sinopse no site da FOX: “10 anos depois do fim da Pre-crime em Washington, um dos três Pre-cogs esforça-se para levar uma vida normal, mas ainda assombrado por visões do futuro, quando ele conhece um detetive que pode ter o ajudar a encontrar um proposito para o seu dom”. Meagan Good estrelando como Vega, com Starrk Sands como Dash\Arthur, Wilmer Valderrama como Will Blake, Daniel London como Waly, Laura Regan como Agatha, Li Jun Li como Akeela, Zhane Hall como Rico. O piloto foi feito por Max Borenstein(Godizilla).

Veja o Trailer





Lucifer é descrito como sendo “baseado nos personagens da marca Vertigo DC”, já atraiu certa desonra para a sua reformulação do conceito central. Na versão para TV, “ Cansado e infeliz, como o Lorde do Inferno, Lucifer renuncia seu trono e abandona seu reino pela maravilhoso brilho insano de Los Angeles, onde ele dá alguns “empurraozinhos para o Departamento de Policia de Los Angeles a punir criminosos”. Miranda estrelando como Tom Ellis (foto) toma a liderança como Lauren German como Detetive Chloe Dancer, Rachael Harris como Kim Martin, DB Woodside como Amenadiel, Lesley-Ann Brandt como Maze, Nicholas Gonzalez como Dan, Scarlett Estevez como Trixie. O piloto é dirigido por Len Wiseman e escrito por Tom Kapinos, criador de Californication.


Veja o Trailer




The Frankenstein Code é a nova adaptação do antigo Franskenstein Project da Fox no qual Jimmy Pritchard, um  policial aposentado moralmente corrupto, esta dando uma segunda chance para a vida quando ele é passado para tras pela morte. Agora jovem e forte, Pritchard terá que escolher entre suas velhas tentações e seus novos propositos. Rob Kazinsky estrelando como Jimmy Pritchard, Dilshad Vadsaria como Mary, Adhir Kalyan como Otto, Tim DeKay como Duval Pritchard, Ciara Bravo como Gracie Pritchard. A série é produzida por Howard Gordon (Arquivo X).

Veja o Trailer



Assim que disponível, o canal do Muito Além das Aspas postará os teasers das série para vocês ficarem como eu, ansiosos por suas estreias!
Como prometido, agora com os trailers das séries ( mas ainda sem legenda, rsrsr) fiquem antenados no Muito Além das Aspas para mais novidades!!!

Fonte: http://scifibulletin.com/2015/05/09/minority-report-lucifer-and-frankenstein-get-fox-green-light/