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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Muito Além... Da Inteligência Artificial e a Autodestruição da Sociedade[The Stage - Avenged Sevenfold]

Como amante de boa música, mesmo com a decepção do último álbum do Avenged Sevenfold, decidi dar uma espiada no novo trabalho, The Stage. E aqui, no Muito Além das Aspas compartilho com vocês um pouco das minhas impressões sobre o 7º Álbum da Banda Californiana.




A Banda

Avenged Sevenfold (também conhecida como A7X) é uma banda norte-americana de heavy metal de Huntington Beach, Califórnia. Formada em 1999, a banda consiste no vocalista M. Shadows, os guitarristas Zacky Vengeance e Synyster Gates, o baixista Johnny Christ e o baterista Brooks Wackerman.

O Avenged Sevenfold começou tocando metalcore em seus dois primeiros álbuns, mas após alguns anos a banda mudou seu estilo musical no álbum City of Evil e hoje é considerada uma revelação e um dos maiores nomes do heavy metal na década.

Na humilde opinião deste que vos fala, Nightmare é o ápice da banda até o momento. Será The Stage capaz de mudar este cenário, pelo menos no conceito deste mero blogueiro?


O CD - The Stage

Todas a músicas foram escritas e compostas por Avenged Sevenfold


1. "The Stage"   8:32
2. "Paradigm"   4:18
3. "Sunny Disposition"   6:41
4. "God Damn"   3:42
5. "Creating God"   5:34
6. "Angels"   5:40
7. "Simulation"   5:31
8. "Higher"   6:28
9. "Roman Sky"   5:00
10. "Fermi Paradox"   6:30
11. "Exist"   15:41

Total: 73:40

The Stage é o 7º álbum de estúdio da banda. Conceituado na relação entre a inteligencia artificial e a auto-destruição da sociedade. Foi lançado em 28 de outubro de 2016, depois de uma transmissão ao vivo na pagina da banda no Facebook. The Stage apresenta a música mais longa da banda até então, "Exist" com seus 15 minutos e 41 segundos.

Mas e ai, como foi ouvir The Stage?

Este louco do Muito Além destaca alguns sons deste álbum:

-  "The Stage" - O Álbum começa com a música que intitula este 7º. trabalho de estúdio do A7x. "The Stage", primeiro single, teve seu vídeoclip lançado em 13 de outubro, e mostra a violência através de um teatro de marionetes. A empolgação do público a cada cena de batalha e as gargalhadas quando cada perdedor perde sua vida choca por apresentar este lado perverso do ser humano. o fim deste vídeo é bem interessante e de se pensar: para quem é interessante todo este espetáculo?




- "Simulation" - começa parecendo mais uma baladinha, logo em sequencia da anterior, "Angel", porém após a intro dá pra perceber que não é o caso. Ótimo solo!

- Higher - minha favorita deste álbum, ótimos solos, alternância de ritmos, tem cara de single. É esperar para ver.

- "Exist" - cansativa com seus mais de 15 minutos, porém para os que não ligam para solos gigantescos e introdução interminável, essa musica é feita sob medida.

Enfim, como disse no começo deste post, Nightmare ainda é meu álbum favorito desta banda Californiana. Porém, The Stage esta um trabalho muito mais solido e completo, diferente de seu antecessor, Hail to the King.


E você, o que achou!!! Comente e compartilhe com seus amigos
Até mais!!!

Fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Avenged_Sevenfold


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Muito Além... Do Show [O que há de Teatro na Música]

“O artista é o criador de coisas belas. Revelar a arte e ocultar o artista é o objetivo da Arte” – assim já dizia Oscar Wilde. O Muito Além das Aspas vai além da teatralidade e da interpretação cênica na música para explorar essa verdadeira história social, sem perder o foco no que verdadeiramente move a expressão artística: a diversão.


Como algo que transcende a esfera rock, muitos são os artistas, do hoje autointitulado pop, que bebem da fonte desse legado deixado por tais pioneiros. Contudo, como isso se deu? Qual foi a evolução cultural que culminou na excentricidade de uma Lady Gaga, ao ponto da obra se confundir com o artista? O que foi preciso ocorrer para que um Slipknot ou Marilyn Manson se tornassem verdadeiras marcas capazes de atrair um sem número de fãs de Metal ao redor do mundo? O Muito Além das Aspas vai além da teatralidade e da interpretação cênica na música para explorar essa verdadeira história social, sem perder o foco no que verdadeiramente move a expressão artística: a diversão.




“O artista é o criador de coisas belas. Revelar a arte e ocultar o artista é o objetivo da Arte” – assim já dizia Oscar Wilde no prefácio de seu único romance, O Retrato de Dorian Gray, livro que muito me marcou e a inúmeros artistas das mais variadas cenas. Porém, como nosso foco aqui é a música, e não somente por isso, vale salientar que esse verdadeiro preceito da sobreposição da arte sob o artista sempre esteve presente no rock. Sendo essa por sua vez presente em algumas gerações desses mesmos artistas, em maior intensidade do que em outras.


A década de 70 foi um período bastante fértil na formação dos pilares do que, posteriormente, ficaria conhecido como glam rock. O pesquisador Paul Friedlander em sua obra “Rock and Roll: Uma História Social” explica que esta se tornou uma época rica em contradições cujos ecos repercutiram, sobre tudo, no cenário do rock – mola propulsora dos rearranjos sociais e morais do mundo de então. “Por um lado, houve a institucionalização da moda da contracultura, da aparência, da experiência com drogas e da linguagem. Por outro, haviam os esforços do governo (americano) e do show business para reverter a recente abertura e expressividade política e cultural da época”, destaca.

Na crista da onda, bandas como The Stooges e New York Dollsjá instigavam seu público com o visual andrógino de seus integrantes na virada dos 60’s para os 70’s. 

Iggy Pop & The Stooges- TVEye 1970 (Cininnati Pop Festival)

New York Dolls - Personality Crisis live at Musik Laden 1973


A origem para a busca desse quase hermafroditismo, porta de entrada para as maquiagens e roupas extravagantes, estava na frustrada liberação sexual da contracultura hippie na geração anterior, nas já presentes discussões pela igualdade de direitos entre os gêneros através da militância feminista, e, por que não, na necessidade de se criar algo novo no showbiz de então, já saturado pela onda do “flower power” – sim, leitor, seja grato a Yoko Ono ao menos por isso. Conquanto, o grande divisor de águas nesse quesito foi o já citado David Bowie que, em 1972, levou toda a ideia da encenação ao extremo da qualidade com o seu "The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars", álbum conceitual que narrava as desventuras do seu alterego andrógino Ziggy Stardust, trabalhando sob o imaginário popular diante da então chegada do homem a lua.


"The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars" de David Bowie

Cabe destacar aqui que toda essa verdadeira revolução, tal como o próprio rock’n roll, só foi possível graças a um fator determinante: a inserção da mulher no mercado de trabalho. Isso mesmo! Embora ainda haja quem veja o rock como um clube do Bolinha, o gênero seria inviável caso não tivesse despertado o interesse feminino. Ou você que nos lê acha mesmo que os Beatles vestiam-se como mórmons-que-batem-a-sua-porta-no-fim-de-semana e usavam ‘penteado de cuia’ por simples zelo de suas mães?

Outro detalhe crucial, fora a influência dos trabalhos de Coco Chanel no campo estilístico dos anos 20 e a fusão entre moda e música, da qual o maior exemplo talvez tenham sido os Sex Pistols, foi o subgênero que mais bem soube assimilar esse tema e fazer-se campo fértil: o Metal.

Muito embora o Black Sabbath já tivesse um quê de mistério ao abordar o oculto em suas canções, foi graças ao subgênero do glam metal (também conhecido como hair metal ou slaze metal) que cabelos longos, guarda-roupa colorido e atuações extravagantes continuaram a definir o rock pelo mundo. Bandas como Bon Jovi, Stryper, Europe, Poison,Twisted Sister, Guardian, Cinderella, Warrant, Skid Row, Holy Soldier, Van Halen e Mötley Crüeacabaram ditando o comportamento dos Anos 80. Muito embora quase todas essas não tenham conseguido sobrevida na década seguinte.




Sendo culpa ou não do grunge e britpop dos 90’s, o mainstream viu o gosto por shows-atuações no palco minguarem pra renascerem nos dias de hoje – a exceção da Finlândia que cabe uma abordagem mais a fundo num texto futuro. A irônica simbiose entre Metal e pop no resgate a essa (ao mesmo tempo nova e velha) forma de se encarar os holofotes nos fez presenciar artistas tão díspares como Lady Gaga, Slipknot e Ghost B.C trazerem um novo impulso à cena musical, seja na excentricidade de seus fãs ou fidelidade desses com a carreira de seus ídolos. Provando que Velhos Livros contém as novidades de sempre: “não existe nada de novo debaixo do sol” (Eclesiastes 1:9).

Fontes:
Fonte das Imagens: Imagens Obtidas através de pesquisas na internet. Todos os direitos sobre elas reservados aos seus respectivos autores.


sexta-feira, 20 de março de 2015

Nightwish lança Música que pode ter Inspiração em Obra de Patrick Rothfuss

E ai pessoal, beleza?

Então vamos a primeira postagem sobre música, ou é sobre livros? Na verdade é sobre os dois. Isso MESMO!




Sou suspeito para falar sobre o Nightwish - banda que influenciou minha adolescência - e mais ainda para falar sobre As Crônicas do Matador de Rei, pois é um dos livros de fantasia que mais curti ler.

Descobri na manhã de 20/03/2015 que o novo álbum da banda, "Endless Forms Most Beautiful", pode ter em sua faixa 8 - Edema Ruh inspiração na trupe de Kvothe, personagem principal na trilogia de Patrick Rothfuss. Lendário arcanista e músico famoso, Kvothe conta sua história a um cronista em três dias. A narrativa se desenvolve em dois tempos diferentes: o presente na qual Kvothe conta sua história à Devan Lochees (Conhecido como O Cronista) e o passado de Kvothe (maior parte da narrativa).

Vejo no nosso Canal do YouTube...



...ou por aqui mesmo!!!

Ouça Edema Ruh - Nightwish

Acompanhe o Refrão:

We are the Edema Ruh, we know the songs the sirens sang 
Nós somos os Edema Ruh, sabemos as canções que as sereias cantavam 
 Sea of stream, every tale true 
Corrente do mar, cada conto verdadeiro
Soon as we leave with you, we'll take you home 
Assim que sairmos com você, nós o levaremos para casa



Mas, quem são os Edena Ruh? 

Os Edema Ruh são um grupo cultural nômade, não tendo nenhum país para chamar de seu. Eles são quase sempre artistas, os seus talentos vão desde atuações até entretenimento musical, e as viagens em grandes trupes são semelhantes aos comboios de circo. Eles percorrem o país em vagões, alguns projetados especialmente para o estilo Ruh de vida, procurando comida e hospedagem em troca de entretenimento.

Bom, não sou fã de spoilers, então recomendo que, se você curtiu o som, isso será mais um motivo para ler esta maravilhosa obra de Patrick Rothfuss.

Link sobre os livros no Skoob

O Nome do Vento
https://www.skoob.com.br/o-nome-do-vento-40413ed44210.html

O Temor do Sábio
 https://www.skoob.com.br/o-temor-do-sabio-187321ed222745.html

Este são os dois primeiros( e únicos) livros lançados da trilogia

E é isso ai, até a próxima!